
De la terre à la lune: trajet direct en 97 heures 20 minutes
Jules Verne
2 résumés de chapitres · 3 min de lecture
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Résumés de chapitres publiés
Capítulo 2
publié le 12 juin 2026 · 355 mots
Após o fim da Guerra Civil Americana, os membros do Gun-Club de Baltimore, um influente grupo de artilheiros e especialistas em balística, encontram-se em um estado de profundo tédio e desocupação.
Acostumados a inventar canhões gigantescos e projéteis devastadores, estes homens, muitos dos quais carregam cicatrizes e mutilações de combate, veem-se entristecidos pela assinatura da paz, que silenciou os morteiros e esvaziou os salões do clube. O secretário perpétuo do grupo, J.-T. Maston, e outros membros notáveis lamentam a falta de conflitos internacionais e de oportunidades para testar novas tecnologias militares, chegando a cogitar a dissolução da sociedade.
A situação muda drasticamente quando o presidente do Gun-Club, Impey Barbicane, convoca uma assembleia geral para o dia 5 de outubro. Barbicane é um homem de quarenta anos, extremamente calmo, frio, prático e meticuloso, que acumulou fortuna no comércio de madeiras e se destacou como diretor de artilharia durante a guerra. A expectativa em torno de seu pronunciamento atrai uma multidão imensa à sede do clube, que está decorada com colunas feitas de canhões e luminárias formadas por revólveres e pistolas.
Ao iniciar o seu discurso, Barbicane reconhece que a paz atual é infecunda para os objetivos originais do grupo e que a ocorrência de uma nova guerra é improvável no futuro próximo. No entanto, ele propõe canalizar a energia e os conhecimentos balísticos dos membros para uma empresa monumental e sem precedentes: estabelecer uma comunicação direta com a Lua.
O presidente faz um breve resumo histórico das tentativas literárias e das mistificações científicas do passado que envolveram o satélite natural, citando obras de autores como Cyrano de Bergerac, Fontenelle e o famoso relato imaginário de Edgar Allan Poe sobre Hans Pfaal. Barbicane argumenta que, embora a ciência moderna já tenha determinado com precisão a massa, a densidade, o volume e a distância da Lua, a humanidade nunca conseguiu enviar um objeto até lá. Sob o entusiasmo ruidoso e os aplausos da assembleia, ele declara que o Gun-Club tem a capacidade técnica de lançar um projétil diretamente ao astro e conquistá-lo em nome da União, transformando um antigo instrumento de destruição em uma ferramenta de exploração científica.
Capítulo 3
publié le 12 juin 2026 · 338 mots
Os grandes trabalhos do Gun-Club estavam praticamente concluídos quando, em 30 de setembro, um telegrama surpreendente vindo de Paris quebrou a calmaria e revolucionou a opinião pública mundial. A mensagem, assinada pelo audacioso francês Michel Ardan, ordenava que o presidente Impey Barbicane substituísse o obus esférico por um projétil cilindro-cônico, pois ele pretendia viajar dentro dele até a Lua e já estava a caminho a bordo do navio Atlanta.
Inicialmente, a proposta foi recebida com incredulidade e deboche pelos membros do clube e pelos habitantes de Tampa-Town, que consideraram o plano uma loucura ou uma farsa, com exceção do secretário J.-T. Maston, que se entusiasmou desde o primeiro momento. Contudo, após Barbicane consultar o porto de Liverpool e confirmar que o vapor realmente transportava Ardan, o ceticismo transformou-se em uma expectativa febril que atraiu milhares de curiosos à Flórida. No dia 20 de outubro, o Atlanta ancorou e o francês desembarcou. Com quarenta e dois anos, aparência leonina e uma personalidade extravagante, Ardan revelou-se um artista de espírito cavaleiresco e amante do impossível. Em um encontro reservado, ele manteve sua decisão inabalável e sugeriu uma conferência pública para explicar seus planos à nação.
No dia seguinte, uma imensa tenda improvisada com velas de navios foi erguida nos arredores da cidade para abrigar um comício monumental com trezentas mil pessoas. Conduzido ao palanque por Barbicane e Maston, Ardan discursou em inglês com naturalidade e bom humor. Ele autodenominou-se um "ignorante sublime" e argumentou que viajar em um projétil era apenas uma evolução natural dos meios de transporte humanos. Para tranquilizar a multidão quanto à velocidade do lançamento, o francês comparou os dados balísticos com a velocidade de translação de vários planetas do sistema solar, demonstrando que o projétil seria até mais lento que a própria Terra. Aplaudido entusiasticamente pelo público, Michel Ardan encerrou a primeira parte de sua fala rejeitando os limites impostos à humanidade e prevendo que, em breve, as viagens para a Lua, planetas e estrelas seriam tão fáceis, rápidas e seguras quanto cruzar o Oceano Atlântico.
2 résumés de chapitres · dernière mise à jour le 12 juin 2026 · Ebook Libre Éditions · Rédigé avec des outils d'assistance selon notre méthode éditoriale
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